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Histórias
Documentos e Histórias com referências a Álvaro:
Ligações à Ordem de Malta (antiga Ordem dos Hospitalários):
O Mosteiro de Flor da Rosa situado no Crato, o complexo monumental, começado a erguer no século XIV, foi, originalmente, uma igreja fortaleza conventual. Nos nossos dias, alberga uma pousada e é palco de mútliplos eventos de ordem cultural. Trata-se de uma arquitectura religiosa, civil e militar, gótica, manuelina, mudéjar, renascentista, contemporânea. O complexo é composto por três edificações distintas, que se interpenetraram ao longo do tempo: paço acastelado gótico, ampliado na centúria de quinhentos, que lhe conferiu o prospecto actual renascentista e mudéjar; igreja-fortaleza gótica e manuelina, de nave única de grande altura e largo transepto e cabeceira pouco profunda; e dependências conventuais renascentistas e mudéjares. Em 1340, verificou-se a mudança da sede da Ordem do Hospital, de Leça do Bailio, ou de Belver, para o Crato.
Data do ano seguinte um documento que prova a intenção de D. Álvaro Gonçalves Pereira, prior da ordem, fundar uma capela no termo do Crato. Refira-se que o Crato foi doado, em 1232, pelo rei D. Sancho II à Ordem dos Hospitalários, sendo então prior Mem Gonçalves, que deu o primeiro foral à vila, no mesmo ano. Esta ordem estabeleceu-se em Portugal no tempo de D. Afonso Henriques, em Lega, arredores do Porto, tendo sido o seu primeiro prior um irmão do rei. Porém, no tempo de D. Afonso IV, por volta de 1335, sendo mestre da ordem D. Álvaro Gonçalves Pereira, foi a sua sede transferida para o Crato, passando ele e os seus sucessores a usar o titulo de prior do Crato. Assim se estabeleceu a capital do priorado, que possuía 23 comendas e as seguintes terras e seus termos: Crato, Amieira, Belver, Cardigos, Carvoeiro, Sertã, Envendos, Oleiros, Gáfete, Tolosa, Pedrogão Pequeno e Proença-a-Nova. O rendimento anual do priorado, no século XIV, era de 45 contos de rubis, uma fortuna. O grão-prior do Crato tinha poder espiritual e temporal, cor jurisdição episcopal, motivo pelo qual não estava subordinado a prelado algum. Do Crato partiu o prior com os cavaleiros da sua ordem, a tomar pane na Batalha do Salado, servindo a fé, a pátria e o rei.
Foi portanto D. Álvaro o primeiro prior do Crato. Os componentes da comunidade eram frades batalhantes -guerreiros e monges - e tinham votos de humildade, pobreza e castidade, o que não impediu D. Álvaro de ser progenitor de 32 filhos.
Para instalação da ordem, mandou edificar no sítio da Flor da Rosa - arrabaldes do Crato - o mosteiro, que passou a ser, desde então, a casa-mãe daquela ordem em Portugal. Foi o grão-prior pai de D. Nuno Álvares Pereira. O Crato orgulha-se desta ligação com o nosso Santo Condestável. A partir do século XVI a Ordem do Hospital passou a denominar-se Ordem de Malta, nome que ainda hoje conserva. Refira-se ainda que, em 1527, o infante D. Luís assumiu a administração dos bens da Ordem de Malta e decidiu fundar um colégio de Teologia para 3o religiosos, que nunca chegou a funcionar. No ano de 1789, os bens da Ordem de Malta transitaram para a Casa do Infantado, que foi extinta em 1834, sendo então o infante D. Miguel o grão-prior. In Portugal Eterno UM POUCO DA HISTÓRIA DO CRATO O topónimo de Crato virá de tempos remotos em que os cartagineses se encontraram neste território. Quando os Âlanos aqui se instalaram já existia um bispado com o nome de Castraleuca ou Castra-Leuca, o que veio a transformar-se em Ucrate ou Crate até definitivamente chegar ao topónimo Crato. O homem viveu aqui na pré-história e encontram-se inventariadas mais de 70 antas no território do concelho, duas das quais são monumento nacional - a anta do Crato e a anta do Tapadão. Quando os romanos aqui chegaram já há muito que havia uma fortaleza que remodelaram, tornando o local uma base militar, política e administrativa. Essa mesma fortaleza vem a ser tomada e destruída pelos Vândalos, reconstruída pelos Âlanos em 413 d.C., sendo ocupada em 582 pelos Visigodos e conquistada em 706 pelos Muçulmanos, ficando sob a sua alçada até que D.Afonso Henriques a conquistou em 1160. A 8 de Dezembro de 1232 D. Sancho II doa o Crato à Ordem dos Hospitalários, dando-lhe o 1º. foral e sendo Mem Gonçalves o Prior da Ordem. De imediato se procedeu à construção do castelo. Depois da batalha do Salado, em 1340, a sede da ordem é transferida por D. Afonso IV de Leça do Balio para o Crato. Nasce assim a designação de Priorado do Crato que conta com 23 Comendas e as seguintes terras e seus termos - Crato, Gáfete, Tolosa, Amieira, Gavião, Belver, Envendos, Carvoeiro, Sertã, Pedrógão Pequeno, Proença-a-Nova, Cardigos e Álvaro. O Grão-Prior do Crato tinha poder espiritual e temporal, com jurisdição episcopal, motivo pelo qual não estava subordinado a prelado algum. Posteriormente, em 1354 a sede da Ordem muda para Flor da Rosa e em 1439 volta para o Crato, ano em que são destruídas pela invasão do Infante D. Pedro as muralhas e o castelo edificados D. Nuno de Góis, mas o castelo volta a ser reconstruído e novas muralhas são erguidas. D. Álvaro Gonçalves Pereira, Prior do Crato, ergueu para sede da Ordem o imponente Mosteiro de Santa Maria de Flor da Rosa e posteriormente o Palácio do Grão Prior, este atribuído ao arquitecto Miguel Arruda e do qual resta apenas a varanda e um janelão. D. Manuel I concede novo foral ao Crato em 15 de Dezembro de 1512 e a vila é palco para o seu casamento em 1518, tal como para o de D. João III em 1525. No séc. XVI a Ordem passa a designar-se como Ordem de Malta e durante a Guerra da Restauração a invasão da vila pelas tropas de D. João de Áustria leva à destruição de vários edifícios como o castelo e os cartórios da Ordem de Malta. Por decreto de 1834 são extintas as Ordens religiosas em Portugal. D. Nuno Álvares Pereira, o Condestável, ou D. António, Prior do Crato, são apenas alguns dos nomes que transportaram esta terra para o centro da história de Portugal. ...
Pela natureza e pela história, Crato possui um património absolutamente extraordinário. Antas e outros testemunhos pré-históricos, duas pontes romanas, palácios e fortalezas, mosteiros, conventos e templos, fontes, ribeiros, herdades, moinhos de água e de vento, ninhos de cegonha ou arquitectura popular construíram ao longo dos séculos e dos milénios aquilo que somos hoje. É no respeito e na valorização deste património invulgar que se constrói o futuro. O concelho do Crato possui uma área de 388 quilómetros quadrados e 4.384 habitantes nas suas seis freguesias - Aldeia da Mata, Crato e Mártires, Flor da Rosa, Gáfete, Monte da Pedra e Vale do Peso. O concelho limita com os concelhos Alter do Chão, Monforte, Nisa, Castelo de Vide, Gavião, Ponte de Sor e Portalegre.
Tradicões
Jogo do pião: joga-se com dois ou mais elementos, consistindo no lançamento do pião, que gira graças à força que lhe é imprimida através de um cordel que o envolve. Ganha quem conseguir efectuar diversas habilidades, tais como apanhar o pião com a mão, mantendo-o a girar ou mesmo destruindo o pião adversário.
Jogo do pedregulho: marca-se no chão um rectângulo dividido em quatro partes iguais, jogando cada adversário com três pedras.
Gastronomia
Pratos típicos
Achigã — frito ou grelhado
Cabrito
Bucho
Maranhos
Colho à caçador
- Chanfana
- Farinheira
Doçaria
Pão-de-ló
Filhós
Sonhos
Arroz doce
Folar da Páscoa
Vinhos e Outras Bebidas
Vinho da Região (branco e tinto)
Aguardente de medronho